Catedral Notre-Dame de Rouen

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A catedral Notre-Dame de Rouen reina há 5 séculos no departamento da Seine-Maritime. Durante a Segunda Guerra Mundial, sofreu grandes estragos. Um incêndio em 1940 danificou o bairro histórico, enquanto os bombardeios da Força Aérea Inglesa em 1945 danificaram fortemente a catedral e também o Palácio da Justiça. A fase de bombardeio, chamada de “semana vermelha” deixou 3.500 vítimas humanas. Nove mil e quinhentos edifícios foram destruídos e 30 mil pessoas ficaram desabrigadas.

História da catedral

A catedral de Rouen é um monumento religioso, que teve sua parte românica construída em 1030, e sua parte gótica em 1145. Foi terminada em 1506. A construção tem a classificação de monumento histórico desde o ano de 1862. Lá estão os restos de Ricardo Coração de Leão.

Assimétrica, esta catedral é a mais alta da França desde a reconstrução de seu pináculo de ferro fundido, em 1876, atingindo 151 metros de altura com um comprimento total de 144 metros. A construção também é conhecida internacionalmente graças à série de quadros do pintor impressionista Claude Monet, que fez 30 representações.

Obra prima da arquitetura gótica

A catedral Notre-Dame de Rouen é baseada em uma construção de estilo românico do século X. A cripta da antiga igreja pode ser visitada apesar dos trabalhos de aterro para a catedral gótica. A lenda diz que ela abrigava as relíquias da Virgem Maria.

Os trabalhos da catedral gótica começaram no século XII com a realização da torre de São Romão, em 1185. O edifício também foi aumentado, o coro foi alongado e a cripta preenchida. Somente as escavações arqueológicas modernas permitiram redescobri-los. A adição de capelas, de vitrais, bem como de 60 estátuas sobre a fachada, durante o século XV, deu uma nova face à construção.

Lugar central da vida de Rouen

Situada no centro da cidade de Rouen, a catedral fica perto dos locais emblemáticos do departamento da Seine-Maritime. Todo ano, é em seu átrio que é realizado o mercado de Natal.

O bairro é notável por suas casas antigas, com 2 mil delas em estilo enxaimel. Não perca principalmente a rua do Grande Relógio, que liga a catedral à praça do Velho Mercado. Esta rua de pedestres é muito apreciada pelos locais e pelos turistas. É principalmente aqui que os amantes da gastronomia podem comprar especialidades regionais, como o “macaron de grand'mère Auzou”, um preparado a base de maçã e caramelo na manteiga salgada. Por último, pode-se admirar o Grange Relógio. Monumento histórico, este relógio astronômico, construído em 1389, dispõe igualmente de um museu onde se encontra a oficina do relojoeiro.

Uma construção vítima da Segunda Guerra Mundial

A guerra não foi gentil com a catedral. Já em 1940, um incêndio em Rouen danificou uma parte do vigamento. Mas foi em abril de 1944 que o monumento sofreu mais danos. Bombardeios aliados atingiram a Notre-Dame de Rouen. Eles destruíram o lado da nave. Os danos à estrutura fragilizam a construção, que tem dificuldades de sustentar o pináculo, cujos pilares foram danificados. Trabalhos de reforço estrutural foram rapidamente iniciados para impedir que o pináculo desabasse sobre o resto da construção. Contudo, incêndios provocaram depois a queda dos sinos e a destruição da nave. Os combates internos na cidade terminaram apenas em 30 de agosto de 1944, quando o exército alemão bateu em retirada.

Restauração da catedral

Trabalhos de restauração foram então iniciados para desobstruir e reconstruir a catedral. Ela somente seria reaberta em 1956. Foi um trabalho longo, pois, uma vez o conjunto estabilizado, era necessário se ocupar das deteriorações causadas pela erosão da chuva e pela poluição.

Infelizmente a catedral foi também vítima da tempestade do 26 de dezembro de 1999. Nos anos 2000, houve uma nova série de trabalhos. Foi necessário reparar e consolidar os vigamentos, o teto e os arcobotantes. Foram iniciadas também as obras para reparar o campanário.

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