Os Jardins do Palácio de Versalhes

Os jardins do Palácio de Versalhes desenhados por Le Nôtre se tornaram referências mundo afora desde o século XVII. Mas este paraíso foi também resultado da ambição de Luís XIV que iniciou a criação desses jardins quando ele era um jovem rei da França há pouco tempo no poder.

Versailles antes de Versailles

Antes de ser o domínio de parques e de jardins conhecido nos dias de hoje, Versailles era o terreno de caça do jovem Luís XIII frequentado por ele e seu pai, o rei Henrique IV. Lá, ele fez construir um pavilhão de caça e em seguida um palácio. Versalhes era para ele uma apreciada zona de repouso onde podia se entregar aos prazeres da caça, mas também se distanciar da autoridade de sua mãe Maria de Médici que nesta época assumia a regência.

O retratro de Luis XIII

André Le Nôtre e os jardins da residência real

O trabalho de André Le Nôtre no Palácio de Versalhes marcou sua carreira assim como a história da França. Simples jardineiro sem formação específica, ele desenhou uma série de jardins, de bosques e parques. Suas realizações parecem ser a obra de um verdadeiro gênio. Foi um trabalho que durou 25 anos durante os quais as ampliações dos jardins de Versalhes se sucederam.

Para compreender o projeto desses parques e jardins, é necessário antes mais nada conhecer a ambição do Rei Sol de fazer de Versailles uma verdadeira sociedade de prazeres na qual sua corte poderia se refastelar. Ele escolheu o local do palácio de seu pai Luís XIII, e ainda que Jean-Baptiste Colbert, ministro controlador geral das finanças, quisesse destruir tudo, o jovem rei preferiu inserir o antigo edifício no novo.

5 hora(s)
A partir de 89,00 €
5.5 hora(s)
A partir de 92,00 €

Mapa do parque e dos jardins

Mapa do parque e dos jardins de Versalhes

André Le Nôtre é conhecido pelo seu grande refinamento nas composições dos terrenos, mas também por um trabalho de ótica sem precedentes. A construção de grandes perspectivas proporciona a visão de panoramas impressionantes. Na realidade, é difícil ter um ponto de vista global sobre todo o domínio, e é nesse aspecto que o talento de Le Nôtre se sobressai.

De fato, realizados para Luís XIV que, desde 1666, estabeleceu uma orientação precisa para sua visitação, os jardins se desvelam pouco a pouco a cada passo graças às séries de canteiros planos. Assim, a paisagem surge à medida que o visitante avança como em uma sucessão de cenas de teatro.

Entre as duas realizações que deixaram André Le Nôtre marcado para a posteridade, há os famosos parterres franceses (canteiros cujos formatos parecem bordados), e o Grande Canal.

9 hora(s)
A partir de 150,00 €
8 hora(s)
A partir de 212,00 €

A tradição dos jardins à francesa

O jardim francês em Versalhes

Jardins de Vaux le Vicomte, desenhados por Le Nôtre

O parterre de broderie (canteiro com formas de bordado) é um motivo da jardinagem francesa que tem uma real tradição. Geométricos, eles formam desenhos de arabesques simétricos feitos de grama em frente aos edifícios. Não se pode imaginar um jardim à francesa sem um parterre de broderie! Aqueles que existem atualmente no Palácio de Versalhes são em realidade reconstruções bastante livres que datam dos anos 1920. No entanto, as gravuras disponíveis atualmente mostram que mais que gramados emoldurados de pequenas moitas, os parterres eram, na época, desenhos de gramado verde diretamente traçados sobre o cascalho.

9 hora(s)
A partir de 241,00 €
4 hora(s)
A partir de 120,00 €

O Grande Canal, uma façanha ótica

O Grande Canal do Palácio de Versalhes é sem dúvida nenhuma a realização mais famosa de André Le Nôtre. A façanha do jardineiro consiste na elaboração de uma harmonia visual perfeita. O Grande Canal dispõe de dois canais laterais de tamanhos diferentes (respectivamente 62 metros e 80 metros de largura). A peça de água em cruz mede 23 hectares. A cruz desenhada parece desajeitada no mapa pela sua assimetria. No entanto, é preciso imaginar que quando o rei chegava ao nível da bacia de Latone, tudo parecia perfeitamente harmonioso.

Vista do Grande Canal da Fonte de Latona

Esta proeza técnica é o fruto de um trabalho de perspectiva ótica em câmara lenta para dar, em um primeiro momento, a impressão que o canal é muito maior que na realidade. Enfim, é graças à anamorfose e à técnica da imagem distorcida que o Grande Canal nos oferece hoje um panorama inigualável de uma harmonia visual deslumbrante.