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O Louvre: a história de um palácio que virou museu

O Museu do Louvre é um edifício que teve várias funções. De fortaleza a museu nacional, como se deu a transformação?

O Louvre na Idade Média

Escavações arqueológicas permitiram detectar a presença de caçadores coletores no setor do Louvre. A bacia parisiense já era então frequentada. Esta zona geográfica tornou-se rapidamente uma capital. Na Idade Média, o rei Filipe Augusto (1165-1223) decidiu construir uma fortaleza composta de uma masmorra e um recinto quadrado. Este forte militar tinha por objetivo reforçar a muralha construída nessa época e que devia proteger Paris. As fossas destas fortificações são hoje visíveis na galeria do Carrossel do Louvre.

As obras de Carlos o Sábio

Entre 1364 e 1380, Carlos V (1338-1380) fez obras no Louvre para transformá-lo em castelo. Este projeto foi realizado pelo arquiteto Raymond du Temple. O antigo forte torna-se um lugar de residência confortável que comporta apartamentos bem como locais de recreação. Uma biblioteca à disposição do rei é instalada ali. Esta coleção torna-se através dos séculos a Biblioteca Nacional da França. Infelizmente as guerras, entre elas a guerra dos Cem Anos, e a ambição dos nobres de afastarem-se de Paris fizeram com que abandonassem o Louvre para preferir os castelos do Vale do Loire.

Francisco I e o novo Louvre

Francisco I (1494-1547) é conhecido por ser o soberano da Renascença. Foi em sua época que se desenvolveram os castelos do Loire e que a França conheceu Leonardo da Vinci e a Mona Lisa. Em sua época, o castelo do Louvre iniciado por Carlos V é desfeito e reconstruído. Espaços de recepção são instalados ali para exercer o poder. Catarina de Médici (1519-1589) mandou também construir o Palácio des Tuileries. Veio depois o rei Henri IV (1553-1610) que construiu uma grande galeria entre o Palácio do Louvre e o Palácio des Tuileries a fim de circular entre a sede do poder e seus apartamentos. Uma modernização do Louvre foi iniciada, mas terminou somente apenas durante o reino de seu neto Louis XIV. Este último confiou então a reconstrução do jardim a André Le Nôtre, antes de dedicar-se aos canteiros de Versalhes.

O início do Museu do Louvre

Enquanto a corte do Rei Sol instalava-se em Versalhes, o Palácio do Louvre foi ocupado por nobres, intelectuais e artistas que tinham ali sua residência. Estes apresentaram ao rei um projeto de museu. Luís XVI gostou desta ideia e começou os trabalhos de adaptação. Foi a Revolução francesa que fez com que a Grande Galeria fosse aberta ao público. As obras das coleções reais estão expostas ali. As coleções aumentaram progressivamente com os confiscos e os sucessos militares. Doações privadas ofereceram também a oportunidade para que o Louvre adquirisse novas peças. Enquanto Napoleão Bonaparte (1769-1821) se instalou no palácio des Tuileries, o imperador fez do Louvre um grande museu com a ajuda de seu primeiro diretor Dominique Vivant Denon (1747-1825). Este último organizou as coleções. Mais tarde, Carlos X (1757-1836) construiu uma nova galeria ao longo da Rivoli, paralelo àquela construída por ordem de Henri IV. Os departamentos das antiguidades gregas e egípcias foram criados e receberam o nome de Museu Carlos X. Foi durante o Segundo Império que o Louvre adquiriu a silhueta que conhecemos hoje. Foram construídos dois corpos de edifícios que cercam o pátio Napoleão onde encontra-se hoje a Pirâmide do Louvre. Novas salas foram preparadas para o museu, o Louvre dispunha de escritórios para os ministérios e estábulos foram instalados. Os trabalhos estenderam-se até as Tuileries que Napoleão III desejava restaurar começando com a destruição da galeria que estava ao longo do Sena. Infelizmente, este projeto não foi levado adiante devido aos acontecimentos da Comuna durante os quais o Palácio des Tuileries foi incendiado.

O Grande Louvre

Em 1981, François Mitterrand foi eleito presidente da República francesa. A renovação do Museu do Louvre e sua reorganização foram confiadas ao arquiteto Ieoh Ming Pei. Estes trabalhos permitiram principalmente a construção das pirâmides, bem como a extensão da entrada principal com o Carrossel do Louvre. O maior museu do mundo abriu-se então a novos públicos. Os últimos grandes canteiros de construção que marcaram o Louvre foram os da organização do Pátio Visconti para instalar o departamento de artes do Islã.

Em 2014, o Museu do Louvre recebeu mais de 9 milhões de visitantes dos quais três quartos eram estrangeiros. Este sucesso faz do palácio um dos lugares mais visitados de Paris.